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terça-feira, 31 de dezembro de 2019

MERA COINCIDÊNCIA, PURO ACASO OU SINCRONICIDADE?!


Aconteceu ontem, 30/12/19, um fato deveras inusitado. Construí um novo porta mudas reusando para isso, um velho estrado de plástico antiderrapante com ventosas para banheiro que encontrei na rua, obviamente já descartado. 
Como sempre faço, abri as "bocas" com uma serra copo de 64 mm, visto que as mudas são colocadas em copos de água mineral descartáveis de 200 e 290 ml e  se encaixam muito bem nelas. O espaçamento de uma pra outra foi de aproximadamente 1,5 cm, buscando maximizar o porta mudas. Assim, as dimensões do estrado (48 x 53 cm) permitiram a abertura de 36 bocas, ou seja, 36 novas mudas poderão ser nele acondicionadas. Fiz todo esse trabalho na minha Nano Oficina.
 Preparei as cantoneiras e voltei para o Meu Nano Viveiro para instalar o novo porta mudas. Finalmente instalei o novo porta mudas. Para testa-lo peguei os copos vazios guardados, a maioria já utilizados e os coloquei nas 36 bocas. 
Para a minha surpresa a quantidade de copos que eu tinha guardados naquele momento eram exatamente na mesma quantidade das bocas recém feitas no novo porta mudas! 36 bocas, 36 copos! 
Ainda surpreso com a coincidência observada -- seria mesmo coincidência? -- busquei ajuda no Prof., Google. O resultado foi ainda mais surpreendente. depois de acessar diversos sites, deparo-me com um -- http://www.mhrpsicologos.com.br/artigos/coincidencias-existem-sincronicidade/ -- que cita Carl Gustav Jung. 
Mergulhei mais ainda e descobri que esse cara foi um  psiquiatra e psicoterapeuta suíço em 1929, que desenvolveu o conceito de sincronicidade. Segundo ele define "acontecimentos que se relacionam não por relação causal e sim por relação de significado." ( https://pt.wikipedia.org/wiki/Sincronicidade) 
Assim, descobri ao acaso (?!) a sincronicidade, esse fenômeno que nos últimos tempos tem me encucado e me chamado a atenção, pela frequência com que tenho me deparado com eles...
(*) Todas as imagens com exceção da do estrado inteiro e do Jung, são de minha autoria, essas duas foram capturadas na internet.

quarta-feira, 25 de dezembro de 2019

NOVA PLANTA NO MEU NANO VIVEIRO.

Finalmente hoje, 25/12/19, Natal, quarta-ferira, introduzi uma nova espécie de planta no Meu Nano Viveiro. Trata-se do Jambu, Acmella oleracea. Atendendo à um pedido de um grande amigo e colega de anos passados, consegui sementes de jambu na feira da 25, em Belém. 
Em casa, "debulhei" os seus capítulos já secos e obtive uma grande quantidade de sementes. Imediatamente mandei uma boa quantidade delas para esse meu amigo que mora em Juiz de Fora, MG. 
Como não tinha certeza se estavam boas para o semeio, decidi fazer um teste de germinação com uma pequena porção delas escolhidas aleatoriamente. Forrei um pote plástico com tampa com uma toalha descartável de papel, umedeci com água filtrada e distribui as sementes sobre ela. Fiz alguns furos na tapa plástica do pote, tampei e o coloquei em uma posição que pegasse o sol da tarde na área da cozinha. 


Isto tudo aconteceu no dia 15 de dezembro passado. No dia 18, ou seja, 3 dias depois, para a minha surpresa as sementes começaram à germinar. 

Fiquei feliz. Mantive os cuidados de deixá-las úmidas e hoje, 25/12, resolvi transplantá-las para um vaso no canteiro.

 

O farelo dos capítulos que tinha guardado, também coloquei na terra em uma sementeira que apelidei de compartilhada, porque tem outras sementes nela postas para germinar, como sementes de moréias, mucajás e pupunhas. 
O que me encorajou à fazer isso foi a desconfiança de que o "debulhamento" inicial não teria sido 100% e que algumas sementes, ou muitas, ainda ficaram no farelo. Vamos ver o que acontecerá com as sementes germinadas no pote e com o farelo de jambu.
 

(*) Todas as imagens são de minha autoria, com exceção da primeira que foi capturada na Wikipédia (https://pt.wikipedia.org/wiki/Acmella_oleracea )

quinta-feira, 12 de dezembro de 2019

O que é o leiturômetro, como funciona e de que é feito. Seu criador e desenvolvedor.


 
 
 
 
 
O que é: É um brinquedo que visa incentivar a leitura. Compartilhamos da boa máxima dita por Ziraldo Alves Pinto, o grande escritor e cartunista brasileiro: “Ler é mais importante que estudar.” 
 
Soa estranho, mas o que uma pessoa vai estudar se não souber ler (e bem)?

Como funciona. Assista o vídeo a seguir: 

Escolha se a medição será pela quantidade de livros lidos em um determinado espaço de tempo (meses, anos); ou se será estabelecido um determinado espaço de tempo (meses, anos), para que sejam lidos “xis” livros. À  cada livro lido será colocada uma bolinha na haste. Repete-se até a conclusão do certame, ou quando a haste estiver completamente preenchida com as bolinhas. 
Para novo jogo, removem-se as bolinhas e começa tudo de novo!
Boa leitura e boa brincadeira!
Número de hastes: 
Podem ser com uma única haste:

 2 hastes:

 ou, 3 hastes.:

Materiais empregados: Uma caderneta de 96 folhas, 110mm x 154 mm, espiral metálica; Raios de bicicleta com os niples; Miçangas de bolinhas coloridas; Espaguete plástico (TCN 20, 2.4. UL224);Tinta guache; e, Linha de nylon 0,35 mm.

Criador e desenvolvedor: Criação, desenvolvimento e construção de Carlos José Esteves Gondim. Whatsapp: 91-98480-7099.  

quarta-feira, 11 de dezembro de 2019

Leiturometro alcança escola Pequeno Príncipe em Belém, Pará.

Os alunos do 1.º ano da Escola Pequeno Príncipe, em Belém, Pará, foram presenteados com o "leiturômetro", o brinquedo que incentiva a leitura de livros.Os mesmos foram dados aos estudantes pelo meu amigo e colega José Luiz Moraes, pai de um dos alunos da escola. Vejam as imagens:


Como funciona o "Leiturômetro". Este aqui foi o primeiro a ser construído. É de 3 hastes, dedicado à minha Turminha Cadu, Bibi e Pepê, que aparecem na imagem no painel frontal. Cada haste comporta 15 bolinhas, ou seja, até 15 livros poderão ser lidos por cada um. 

COMO FUNCIONA O LEITURÔMETRO. Assista o vídeo acima.

terça-feira, 9 de julho de 2019

O MAIOR DISPERSOR DE CAMAPU DO PEDAÇO.

 
De uma hora pra outra, sem querer, me transformei no maior dispersor de camapus do pedaço. Dias atrás, fui abordado por um vizinho do prédio, sabedor que cultivo os camapus na sacada. Ele disse mais ou menos o seguinte: -- Quase todos os dias, pela manhã cedinho, eu tenho comido alguns camapus aqui no prédio. Pego-os no chão do térreo.
Eu ri e confirmei a origem dos camapus por ele degustados. Agora explico: Como as plantas estão na sacada e dentro desta, posicionadas mais próximas da grade para pegarem mais horas de sol, quando os frutos amadurecem, os ventos gerais das tardes, sopram de dentro para fora do apê, vindos da baía de Guajará para a cidade e lá vão eles. É nessa hora que os camapus, como se fossem um parapention, ou quem sabe um balão, levantam voo no 16.º andar -- cerca de 50 metros de altura --  e aterrizam suavemente no chão do prédio, próximo da área de lazer. Aí é só se deliciar. Seus neurônios agradecerão.
01. Nova planta de camapu incorporada ao Meu Nano Viveiro.
02. Já está florando. Daqui há pouco...
03.O reuso de uma embalagem de "Pé de Moleque" virou vaso.
 (*) Todas as imagens, com exceção das duas primeiras que foram capturadas na internet, são de minha autoria.

segunda-feira, 1 de julho de 2019

MEU NANO VIVEIRO. DESCRIÇÃO, COMPONENTES ESTRUTURAIS E FUNCIONAIS.

1) DESCRIÇÃO:
Trata-se de um viveiro de plantas que ocupa uma área de 1,28 m2 (0,80 x 1,60 m), na sacada do apartamento onde moro em Belém, Pará. Disputo espaço, ou melhor, convivo quase harmonicamente com outras funções domésticas que a sacada tem, como área de estender roupas para secar e lazer ou contemplação. A altura do "pé direito" é de 2,75 m, o que dá um volume de 3,52 m3, para mim desfrutar (frutos de camapu, especialmente), cultivando algumas plantas que penso serem interessantes, como o dito Physalis, Camapu. Já completou cerca de um ano de idade e a diversidade está aumentando. Agora temos vários outros moradores vegetais. O princípio fundamental de sua criação e desenvolvimento é o reuso de materiais. Desde as embalagens que servem de vasos, porta-mudas, gotejadores e irrigadores até as peças usadas para a construção de prateleiras e porta mudas, em todos tem o toque do reuso. Os vasos e gotejadores são garrafas PET de 1, 2 e 3 litros, assim como uma embalagem de 5 litros de água mineral, serve de irrigador manual com chuveirinho oriundo de uma velha ducha. Nas prateleiras fixas que servem de portas-mudas, foram usadas uma chapa de metal de uma antiga placa "expresso" de ônibus, resgatada na rua e antigas prateleiras de madeira compensada e tábua. As cantoneiras metálicas são reuso de outras prateleiras desmontadas. Um porta-mudas móvel foi construído com pedaços de tubos e conexões de PVC de 20 mm e chapas finas de acrílico transparentes. Para a fixação foram reusados parafusos, arruelas e porcas. Como na sacada não tem nenhum ponto de água encanada, toda a irrigação é feita manualmente através de chuveirinho, garrafas PET e gotejadores em recipientes também de garrafas PETS.
2. PLANTAS:
Atualmente as espécies de plantas encontradas são:
01) Camapu (Physalis peruviana);


11) Pata-de-Vaca ( Bauhinia forficata);
  12) Uxi (Endopleura uchi). Ainda não germinada;
13) Taperebá (Spondias mombin). Ainda não germinada;
14) Acerola (Malpighia emarginata);
15) Caqui (Diospyros kaki). Ainda não germinada;
18) OUTRAS plantas ainda não identificadas, inclusive 2 aquáticas (água doce).

3) EQUIPAMENTOS:
01) Portas-mudas de chão em garrafas PET de 2 litros, com capacidade para 8 mudas;
02) Portas-mudas suspensos em garrafas PETS de 2 litros, com capacidade para 6 mudas;
03) Vasos de chão em garrafas PET de 2 litros;
04) Vasos suspensos em garrafas PET de 2 litros;
05) Copos para mudas em recipientes plásticos de 200 e 290 ml, de água mineral;
06) Gotejadores em garrafas PET de 2 e 3 litros, móveis, instalados em prateleiras vazadas;
07) Gotejador em garrafa PET de 3 litros, móvel, instalado em parede;
08) Porta-mudas em prateleiras vazadas, instalado em cantoneiras na parede;
09) Porta-mudas móvel, em PVC e acrílico, com 4 prateleiras e capacidade para 48 mudas. Periodicamente é instalado no Triciclo Feliz com mudas prontas de camapu;
10) Sementeira em calha de acrílico, suspensa em ganchos com fios;
11) Regador manual com chuveirinho em garrafão PET de 5 litros, de água mineral, suspenso;
12) Vasos-bolas em bolas de futebol, suspensos;
13) Pulverizador de água manual plástico, de 3 litros;
14) Vaso-matapi, suspenso;
15) Pulverizador de adubo foliar, em plástico com 1 litro;
16) Bacia plástica;
17) Ancinho escarificador manual, de horta;
18) Pinico plástico;
19) Colher de plantar;
20) Colherinha de cabo arredondado;
21) Cabeça de vassoura de piaçava;
22) Terra preta em saco de 5 quilos;
23) Húmus em saco de 5 quilos;
24) "Fábrica de Adubos" em caixas plásticas de sorvete de 2 litros, constituída pela base coletora de chorume, húmus e coletora de restos de materiais vegetais;
25) Agrotóxico em aerossol;
26) Agrotóxico em gel, bisnaga plástica;
27) Banquinho plástico desmontável;
28) Barrote baixo, em madeira.
29) Adubo foliar para flores;
30) Porta-mudas móvel, em tubo de PVC, móvel, capacidade para 8 mudas. Periodicamente é instalado no Triciclo Feliz com mudas prontas de camapu.
 
 
 
31) Ferramentas: Algumas ferramentas são usadas rotineiramente e outras como furadeira, arco de serra e ferro de solda, na construção de algum novo equipamento.


3) COMPONENTES FUNCIONAIS:
3.1. Ciclagem de Materiais: A terra preta empregada nas sementeiras e vasos são adquiridas em lojas de supermercado, assim como o húmus que à ela é misturada na proporção 2:1. Ultimamente foi desenvolvida a fábrica de adubos. Consta de 3 caixas plásticas de sorvete, sendo 2 de 2 litros e uma de 1 litro. A de 1 litro recebe o chorume, a primeira de 2 litros recebe os restos vegetais do próprio Nano Viveiro misturados com uma pequena quantidade de húmus e minhocas capturadas durante o processamento de preparo dos vasos e copos. A caixa mais alta recebe os restos vegetais recém colhidos.

3.2. Fluxo de energia: O Nano Viveiro recebe energia solar direta pela parte da manhã, visto que a sacada está localizada de frente para a nascente. Esta radiação direta vai até aproximadamente às 13:00 horas. Pela parte da tarde predomina a energia solar indireta, difusa.

3.3. Microclima: Este componente é um dos que mais tem influenciado no desenvolvimento das plantas. Nota-se claramente uma umidade relativa do ar bem mais baixa que ao redor. Uma acentuada velocidade do vento, especialmente no período da tarde, quando este vem de dentro para fora do apartamento, pelas janelas que dão para o poente. É o chamado vento da baía, que sopra da Baía de Guajará para a cidade, sempre pela parte vespertina. Isto tudo potencializado pela altitude de cerca de 62 metros (o Nano Viveiro está no 16.º andar do prédio). Para amenizar seus efeitos está sendo desenvolvido um sistema de gotejamento e regas diárias.

3,4, Sucessão Ecológica: Inicialmente o Nano viveiro era constituído de apenas 1 espécie, o camapu, fisális. Alguns meses depois, como resultados de coletas em diversos locais, foram acrescentadas mudas de outras plantas assim como colocadas para germinar diversas sementes de espécies como sapotilhas, acerolas, taperebás, caquis e uxis, estes três últimos ainda não germinaram. Existem duas espécies de plantas aquáticas ainda não identificadas e outras terrestres também ainda não foram identificadas. As paredes do Nano Viveiro estão sendo revestidas com a Hera, uma planta trepadeira bastante agressiva no revestimento. Espera-se com isso, amenizar o microclima do Nano Viveiro.

3.5. Pragas e Doenças: Até agora foram observadas e devidamente combatidas duas ocorrências quase simultâneas: Cochonilhas em folhas e ramos de camapu, fisális e formigas doceiras, estas atraídas pelo açúcar dos excrementos das primeiras. O controle é feito com a remoção manual e com a aplicação de agrotóxico caseiro (inseticidas spray) encontrados em supermercados. As formigas doceiras são controladas com formicida gel em bisnaga, também encontrado em lojas de supermercados.

3.6. Limites e Fronteiras: O limite físico do Nano Viveiro é marcado com uma "cocada de baiano", resgatada em uma avenida da cidade.


(*) Todas as imagens são de minha autoria.

Divulgação do livro Amazônia: Do Quase Paraíso Verde ao Provável Deserto Vermelho e Cinza

  Olá! Peço que divulguem em suas redes sociais e de algodão... PARA CONHECER MAIS, ACESSE E LEIA:  Onde está publicado e disponível também ...